PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA

GRADUATE PROGRAM IN ECOLOGY

O objetivo geral do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UNICAMP (PPG-Ecologia) é a formação de mestres e doutores com conhecimento profundo em ecologia e de como a ciência ecológica se insere e subsidia o desenvolvimento social e econômico.

O nosso compromisso é com a formação profunda e atualizada para atender às crescentes demandas da sociedade por conhecimento ecológico e profissionais comprometidos com um desenvolvimento sustentável que contemple o crescimento econômico com justiça ambiental e social. O PPG-Ecologia pretende, através dos seus egressos, de suas publicações e sua inserção social, ser uma fonte de informação científica rigorosa e sólida para todas as áreas de desenvolvimento científico, tecnológico e social. Assim, se faz necessário aprofundar um pouco em como a estrutura curricular e seus objetivos estão articulados com o tripé área de concentração/linhas de pesquisa/projetos de pesquisas.

A COMISSÃO

COORDENADOR
Andre Rinaldo Senna Garraffoni

MEMBROS TITULARES
Peter Stoltenborg Groenendyk
Mathias Mistretta Pires
Jasmim Oliveira  (representante discente)

MEMBROS SUPLENTES
Eleonore Zulnara Freire Setz
Mariana Pontes (representante discente)

HISTÓRICO

O Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG-Ecologia) da UNICAMP é um dos primeiros quatro cursos de Ecologia do Brasil, tendo sido fundado em 1976, junto com os cursos do INPA, da Universidade Federal de São Carlos e da Universidade de Brasília.

Neste quase meio século, o mundo, o Brasil e a ciência sofreram mudanças dramáticas. Quando se iniciou o PPG-Ecologia da Unicamp, o Brasil ainda vivia sob regime militar, que dava prioridade ao desenvolvimento econômico irrestrito e que tinha a ocupação demográfica da Amazônia como uma questão de Segurança Nacional, mais do que econômica. A preocupação com o meio ambiente era descartada como marginal por políticos de todas as tendências. A ecologia era sinônima de ambientalismo, fazendo parte da contracultura; nem mesmo na esfera acadêmica era reconhecida como ciência. Nas universidades, ocorria a transição dos cursos de História Natural (geralmente em Faculdades de Filosofia) para os novos cursos de Biologia, em que se prestigiava a pesquisa em Genética, Bioquímica e Fisiologia. A Ecologia, seja como disciplina ou como pesquisa, estava encaixada na Botânica e Zoologia, com poucos departamentos próprios já instalados.

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A grande expansão e institucionalização das pós-graduações, especialmente nas universidades públicas ou confessionais, se deu também a partir da década de 1970. Até 1990, aos quatro programas pioneiros citados acrescentaram-se mais seis; após 30 anos, no Brasil havia 35 programas de Ecologia, a maioria das quais oferecia o mestrado e o doutorado acadêmico (Scarano, F. R., 2008 -A expansão e as perspectivas da pós-graduação em Ecologia no Brasil. Revista Brasileira de Pós-Graduação, 5, 89–102). Hoje, 45 anos depois, existem 66 programas de Ecologia espalhados por todas as regiões do país.

Nas primeiras décadas, a demanda nos programas iniciais era formada por alunos recém-graduados em Biologia, Agronomia e áreas afins, mas também por docentes universitários. Gradualmente, o mestrado e depois o doutorado passaram a ser exigidos de docentes pertencentes aos quadros universitários. Para se manter ou progredir na carreira, foram dados prazos; paralelamente, houve uma política de afastamentos e concessão de bolsas para que docentes de universidades públicas atendessem a essa exigência. A partir da década de 1990, a maioria dos docentes antigos de universidades públicas havia obtido titulação ou se aposentado, e os concursos de ingresso já exigiam ao menos o mestrado. Com isto, as pós-graduações passaram a ser buscadas quase exclusivamente por alunos recém-graduados.

No âmbito do governo brasileiro, um projeto ambiental começou a tomar forma com a criação da Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), junto à Presidência da República, em 1973, logo após a Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972). Após a conferência seguinte (Rio, 1992) a SEMA foi elevada a Ministério do Meio Ambiente. Pouco antes, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), havia sido fundido com outros órgãos, formando o IBAMA (do qual posteriormente foi dissociado o ICMBio), como principal agência federal executora de política ambiental. Outro destaque a notar é o capítulo VI da Constituição Brasileira promulgada em 1988, considerado um marco no estabelecimento de uma política de preservação nacional e uso racional de recursos naturais.

A implementação dessa nova política ambiental, com um conjunto complexo de regramentos, fiscalizações e licenciamentos, motivou uma nova e importante demanda sobre as pós-graduações da área. Da mesma forma como nas universidades, exigiu-se de funcionários técnicos que se capacitassem; houve também um período de afastamentos remunerados e bolsas para que os quadros existentes pudessem se capacitar e titular. Os novos concursos passaram, igualmente, a estipular títulos de pós-graduação para ingresso nos quadros técnicos especializados de agências e ministérios. Houve, com isto, uma nova onda de técnicos governamentais, muitos com experiência extensa, que buscaram as pós-graduações nas décadas de 1990 e 2000. Para atender a esta demanda, que não visava carreiras de pesquisa básica ou acadêmica, foram criados também mestrados profissionalizantes, bem como convênios e parcerias entre universidades ou com as próprias instituições governamentais.

Em suma, ao longo de 45 anos, o volume e a qualidade da demanda sobre o Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Unicamp teve várias transformações importantes. Nesse Programa foram capacitados e titulados muitos docentes e técnicos especializados já pertencentes a universidades e órgãos governamentais. Egressos de nosso Programa contribuiram para alicerçar a maioria dos programas de pós-graduação em Ecologia no Brasil (exceto os voltados especificamente para a limnologia) fundados na grande expansão de 1980 até 2010. Também forneceram quadros qualificados para as novas agências e órgãos ambientais da esfera federal até municipal, além de pesquisadores e analistas para as grandes ONGs ambientais que atuam no Brasil.

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